Fuerza Solidaria condena as ameaças de Chávez Caracas, 30 de maio.- A associação civil Fuerza Solidaria denuncia ante a comunidade nacional e internacional que a alocução em cadeia de rádio e televisão, realizada ontem pelo Sr. Hugo Chávez, constitui um dos acontecimentos mais graves ocorridos na história recente da Venezuela. Em tal alocução, Chávez ameaçou de morte os donos dos meios de comunicação e, em conseqüência, a todo aquele que mostre a verdade, discorde de seus pontos de vista e proteste na rua. Depois de tudo, os meios assinalados refletem o que ocorre no país. A ameaça e a instigação à violência se evidenciaram quando Chávez olhou fixamente para a câmera de televisão e disse: “Vocês estão dispostos a morrer?”. Esta ameaça adquire particular gravidade quando se recorda o papel que Chávez desempenhou em 11 de abril de 2002 em sua condição de Tubarão 1, ao aplicar o “Plano Ávila” e agora, quando promete comandar pessoalmente as ações, no caso de “lançar outro 13 de abril”. A atitude de Chávez tem profundas implicações, entre elas, a seguinte: um indivíduo que ameaça de morte a todo um país, em cadeia de rádio e TV, sem se importar nem um pouco com a opinião pública nacional ou internacional, não está capacitado psicologica nem moralmente para governar em democracia. A ameaça tem como objetivo impedir que se continuem fazendo protestos pacíficos, legítimos e plenamente justificados, realizados por estudantes, jornalistas, artistas e demais setores da sociedade, pelo inaceitável fechamento da RCTV (Rede Caracas de Televisão) e pela liberdade de expressão. Outro dos objetivos do Regime é manipular líderes da oposição para que sejam eles –e não o oficialismo– os que convençam os estudantes e a sociedade de suspender os protestos. Isto ele consegue ameaçando os prefeitos opositores e outros dirigentes políticos com a prisão, ou inclusive com a morte, se não fream os protestos, embora estes sejam pacíficos e todavia a violência provenha do oficialismo. Recentemente, Leopoldo López e Henrique Capriles foram ameaçados e humilhados publicamente, naquele triste encontro realizado no Teatro Teresa Carreño. Poder-se-ia afirmar que, depois de tantas e tão prolongadas pressões por parte do Alto Governo, estes prefeitos já sejam vítimas da “Síndrome de Estocolmo”. Fazemos um chamado ao povo venezuelano a não se deixar manipular e a não desfalecer na defesa pacífica da vida, da justiça, da liberdade e da democracia. Alejandro Peña Esclusa Presidente de Fuerza Solidaria Tradução: Graça Salgueiro
|