A fraude do “golpe” da oposição venezuelana Resumo: A pouco mais de uma semana de ocorrerem as eleições presidenciais na Venezuela Chávez se antecipa, acusando sistematicamente a oposição, sobretudo o presidente da organização civil Fuerza Solidaria, Alejandro Peña Esclusa, de estar preparando uma golpe para desestabilizar o país no dia das eleições. © 2006 MidiaSemMascara.org A pouco mais de uma semana de ocorrerem as eleições presidenciais na Venezuela o ditador Chávez se antecipa, acusando sistematicamente a oposição, sobretudo o presidente da organização civil Fuerza Solidaria, Alejandro Peña Esclusa, de estar preparando uma golpe para desestabilizar a paz e a democracia no país no dia das eleições. A matéria publicada hoje em Caracas pelo informativo cubano vinculado à ditadura castrista, “Prensa Latina”, alerta para um falso atentado à vida do candidato opositor Manuel Rosales em seu último comício de campanha na cidade de Mérida – reduto chavista -, atribuindo-o à própria oposição, como uma “desculpa” para a retirada da candidatura de Rosales que estaria em “franca desvantagem”, e com isso pregar a abstenção ao voto além de manifestações violentas de rua, incitação à rebelião nas Forças Armadas e tomada do Palácio de Miraflores por “manifestantes golpistas”. Se esta informação não tivesse cheiro de pólvora, sangue, enxofre e muita desinformação, seria cômico, uma vez que a situação é exatamente o oposto do que informa o noticioso. Estas afirmações foram colhidas de deputados oficialistas além do site governamental “Aporrea”, o que o desqualifica in limine por falta de imparcialidade; ouvissem a voz do povo nas ruas e teriam a verdade dos fatos. Chávez sabe que se o processo eleitoral ocorresse como deve ser em qualquer país onde se respeite o Estado Democrático de Direito, onde o povo escolhe o candidato que melhor se lhe afigura para exercer o comando da Nação, ele perderia rotundamente como têm mostrado várias pesquisas feitas por institutos isentos. Por isso, ele vem há tempo se preparando para “resistir”, conforme anunciei na última edição do NotaLatina, do mesmo modo que não aceitou a derrota e vem criando tumultos, sobretudo em Oaxaca, o candidato de Chávez e do Foro de São Paulo no México, López Obrador. Transcrevo abaixo o Comunicado expedido por Alejandro Peña Esclusa, presidente da “Fuerza Solidaria”, para que fique registrado de onde partiram as ações deletérias, caso ocorram distúrbios e violências nas eleições de 3 de dezembro, e mesmo algum atentado à vida ou ato difamatório contra Peña Esculsa ou o candidato Manuel Rosales. Governo pretende sabotar as eleições e culpar a oposição Caracas, 22 de novembro – Um cabo de "Prensa Latina", datado de hoje em Caracas, “alerta” sobre possíveis ações violentas por parte da oposição e até “um atentado contra o candidato (Manuel Rosales) para tratar de provocar distúrbios eleitorais e tentar a suspensão do processo”. Fuerza Solidaria considera que, como já é evidente o triunfo de Rosales, o oficialismo quer impedir as eleições e imputar à oposição seus atos de sabotagem e/ou violência. Dentro desta estratégia se emoldura a campanha de calúnias realizadas pelo canal do Estado (Venezolana de Televisión - VTV) contra o presidente de Fuerza Solidaria, Alejandro Peña Esclusa. Desde o passado dia 8 de novembro, a VTV acusa todos os dias a Peña Esclusa de estar organizando um golpe de Estado, sem apresentar prova alguma. Evidentemente, o oficialismo quer utilizar Peña Esclusa como “bode expiatório” de um atentado que o próprio governo está planejando. Fuerza Solidaria reitera que sempre promoveu única e exclusivamente ações pacíficas, emolduradas dentro da Constituição e repudia qualquer ato de violência. É justamente esse um dos motivos pelos quais se opõe a Chávez, por sua atitude violenta e irracional. Alertamos a comunidade nacional e internacional sobre as manobras sujas do governo para inculpar a oposição de seus próprios planos. Fim do Comunicado. http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=5392&language=pt |